terça-feira, 14 de Abril de 2009

Blog encerrado


Caros amigos da blogosfera...

Por falta de tempo ou de vontade de escrever ou das duas coisas juntas....este meu espaço começou a andar, cada vez mais, a passo de caracol...por vezes penso "deveria actualizar o rascunhos"...mas depressa perco a vontade. Também deixei de vos visitar com a assiduídade com que o fazia e perdi muito o rumo dos vossos cantinhos. Posto isto e sabendo que nos próximos tempos não conseguirei retomar a actividade deste espaço com mais frequência, decidi encerrar o "rascunhos de uma vida". Não quero com isto dizer, que este encerramento seja definitivo, mas se um dia voltar, quero que seja para escrever com alguma frequência, porque não me satisfaz a ideia de ter um blog parado. Vou mantê-lo online, para quem o quiser visitar, mas de momento, será encerrado por tempo indeterminado!

Um abraço a todos!

terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Solta-me...

Não quero amarras nem correntes...
Não quero mais a dor dos ausentes
Não me prendas de novo ao passado
Não desejes minha presença a teu lado...
***
Não me faças prisioneira de ti
Quero ser livre...em mim...
Solta-me os passos, despe-me a alma
Deixa-me viver na minha doce calma...
***
Permite ao coração descansar do sentimento
Olha em volta e esquece-me...por um momento
Em consciência...não sou quem idealizaste
***
Escuta a voz da razão que pulsa dentro
Do teu peito amargurado e sedento
E liberta-me do amor que enraizaste.

quinta-feira, 8 de Janeiro de 2009

Destino

Quis o destino que eu te encontrasse
Nos caminhos dolorosos desta vida
Quis o coração que eu despertasse
Num sentimento que me tem cativa.
***
Percorri a estrada à minha frente
Caí e tornei a levantar
Para te encontrar mais adiante
E não mais te querer abandonar.
***
Alumiaste-me o caminho para amar
Guiaste-me os trémulos passos
Abriste as portas de par em par
E eu mergulhei no calor dos teus braços.
***
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*Meus queridos amigos e visitantes, colegas da blogosfera e não só...dou inicio à escrita do ano 2009 com um poema que já tem 15 anitos feitos, pois data de 5 de Janeiro de 1994, para vos desejar a todos um ano cheio de glórias e de desejos concretizados. Bom ano!

terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Feliz Natal e Bom Ano 2009

Agradeço a todos que me visitam e que me têm acompanhado ao longo do tempo de existência deste blog, pedindo desculpa se por vezes me ausento dos vossos espaços e prometendo que sempre que possa irei actualizar os meus cantos e visitar-vos um por um.


Este cantinho deseja a todos um Natal cheio de Paz, Amor e Saúde e que o ano 2009 vos sorria.
BOAS FESTAS!

quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

Saboreio-te...

Solto um beijo que prendi nos lábios
Palpitantes...sedentos de ti
Do doce ou amargo bravios
Do querer mais que tudo em mim.
***
Deslizo os dedos na tua pele
Repleta de desejo e ânsia...
Saboreio-te, aos poucos, como mel
Inalo, viciada, essa fragância.
***
Abraço-te...com lampejos de loucura
Amo-te...cada dia um pouco mais
Embalo-me nessa tua cândura.
***
És meu porto de abrigo, o meu cais
Enlaço-me em ti...com bravura
E sigo, feliz, o caminho por onde vais!

quinta-feira, 27 de Novembro de 2008

Escrever por escrever


Escrever sem inspiração,
Sem as coisas do coração,
Sem nada de novo a contar,
Do que é hábito falar.
***
Sem novos sentimentos,
Prosas, odes ou sonetos,
Escrever só por escrever,
Escrever sem razão de ser.
***
Frases sem nenhum contexto,
Ideias soltas, sem nexo,
Palavras no lugar errado,
De um poema não pensado.
***
Pensamentos controversos,
Que descrevo nestes versos,
Palavras em frases dispersas,
Num qualquer papel submersas.
***
Não fosse eu amar a arte,
De escrever em qualquer parte,
De escrever a qualquer hora,
Para escrever aqui e agora.
***
Um poema simples, sem ideias,
Para que um dia o leias...
Escrever só por escrever,
Sem ter nada para dizer!

terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Tu


Tu és poema de amor,
Rabiscado, nas folhas do poeta,
A obra prima do autor,
Esquecida, no fundo de uma gaveta.
***
És a doce e bonita melodia,
Vibrante, na pauta musical,
A brisa suave de um dia
E madrugada de vendaval.
***
És campo coberto de flores,
A água que anseio beber,
Um arco-íris de cores,
O cheiro a terra depois de chover.
***
És o brilho do céu estrelado,
No infinito mágnifico do Universo,
O meu bem, mais amado,
Que declamo em cada verso.
***
Tu és animal selvagem,
És o vento em turbilhão,
És do rio...a margem
E em mim...meu coração!

sexta-feira, 21 de Novembro de 2008

Anónimo


Era apenas um qualquer anónimo
Igual a tantos outros...
Que não fez a escolha mais certa
Que não curou os desgostos
Que deixou aberta a ferida
Que pôs todos em alerta
Que cruzou caminhos opostos
Que se perdeu no rumo desta vida
Era apenas um vagabundo
Ou talvez não...
Que permitiu à dor consumir o pensamento
Que se tornou mais amargo, dia após dia
Que se isolou na solidão
Que se afundou no desalento
E onde outrora existia alegria
Apenas restou um negro coração...
Era...já não é mais...

quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Vida

Vida...dura e cruel, que prega partidas
Que brinca com sentimentos
Como se fossem peças de um jogo de criança
Reabre as dolorosas feridas
Traz de volta a dor dos momentos
Que nos envolvem na sua dança.
***
Da brisa do dia...faz tempestade
O branco, faz negro como carvão
E tudo se altera de repente...
Se aprofunda no peito, a saudade
Suprime o calor da emoção
E o corpo sádio, torna doente.
***
E onde está a luz no fundo do túnel?
Onde está a janela aberta?
Onde está o ombro amigo?
Porque tudo tem gosto a fel
Porque o coração de dor aperta
E porque tudo isso se passa contigo...
***
Procura a alegria dentro do peito
Porque ela está lá...e não a vemos
Sem dúvida alguma...é bela
E ainda que nada seja perfeito...
É este o mundo em que vivemos
E a vida...essa...é o que fazemos dela!

quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Perdão

Sossega o coração que chora mudo
Que de fria dor invade o peito
Se inunda de lágrimas no calor do leito
Porque o amor, esse amor... ultrapassa tudo.
***
Qual a razão porque te feres assim, coração?
Valerá a pena essas lágrimas amargas?
E se em soluços a voz embargas,
Porque te custa tanto pedir perdão?
***
Dá o braço a torcer por esse amor
A coragem de abrir as portas do sentimento
Dá-te por completo e sem rancor.
***
Não adies nem mais um dia esse momento
Deixa para trás a mágoa...a dor
E vai, sem medo, ao amor pedir alento.

sábado, 25 de Outubro de 2008

Caminhos


Explica-me amor....o que sinto
Que eu não consigo descrever
O que me vai na alma ao te ver
Neste caminho que lavras
Qual agricultor...
Trabalhando a terra agreste
Que paixão semeaste...
Que atracção plantaste...
Que desejo enorme este
Que não cabe no peito
Que pula, que rasga intempestivo
Os caminhos do meu leito
Por vezes, quase agressivo...
Explicas-me amor? O que sinto?